"Caderno proibido", de Alba de Céspedes, e as dores do despertar feminino
"Compreenderá, tenho certeza, já que todas as mulheres escondem um caderno negro, um diário proibido. E todas devem destruí-lo." As mulheres que lerem este livro serão capazes de reconhecê-lo como um livro de terror, e muito mais assustador do que qualquer obra do Stephen King. Embora não seja uma obra particularmente cativante, ou contenha um enredo envolvente e repleto de acontecimentos, o que este livro carrega é muito mais nefasto, sufocante e aterrorizante. Ele conta a história de uma mulher, Valéria, que, um dia, numa tabacaria, compra um caderno que é referido pelo vendedor como proibido. Para Valéria, o simples ato de carregar um caderno vazio que será usado para registrar alguns de seus pensamentos parece ser suficientemente criminoso para romper com a delicada ponte que sustenta sua vida de pé. É a partir dessa reflexão que o livro começa seu lento e doloroso processo de denúncia da realidade das mulheres. Em uma Itália pós-guerra dos anos 1950 que ...