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Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

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  "A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se não te agradar, pago-te com um piparote, e adeus."     De certo você vai ler essa resenha pensando que é lógico que eu não tenho muito a acrescentar à discussão a respeito desse livro. E realmente, o que mais pode uma pessoa comum dizer sobre o grande clássico de Machado de Assis?     Posso começar refletindo sobre o porquê de esse livro ser o clássico que é. Um dos motivos é claro que é o defunto-autor, uma invenção completamente incomparável a qualquer outro evento literário da época (e, convenhamos, até hoje é difícil apontar alguém que tenha criado algo da mesma magnitude). Um autor que é primeiro defunto, porque passa a ser autor apenas depois de morrer. E como pode que, no livro que representa o movimento literário chamado realismo , o elemento mais essencial da história é fantástico, mágico? E como pode que é justamente esse elemento fantástico que faz com que o livro seja, de...