Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado
"Tudo que é bom, tudo que é ruim, também termina por acabar." Aos desavisados, Gabriela, cravo e canela não é uma história de amor. Sinto dizer, sinto frustrar os românticos de plantão, mas esse livro é muito mais do que a história de Nacib e Gabriela. E, mesmo assim, é impossível ler e não se deixar levar pelo caso de amor que acomete esses personagens tão apaixonantes. Esse livro, assim como qualquer obra de Jorge Amado, é um retrato preciso de um lugar específico em uma época específica - Ilhéus nos anos 1920 - ao mesmo tempo em que é uma obra atemporal e universal. Dominada por uma dinâmica política envelhecida de coronelismo e plantio de cacau, a cidade de Ilhéus é o cenário de inúmeras histórias de amor, inclusive a de Nacib e Gabriela, em meio a disputas políticas acirradas, à medida que também enfrenta os efeitos da modernização e das mudanças de pensamento do novo século. Nacib, nosso protagonista, é o dono do bar Vesúvio, onde se reúnem...